Gabriel ‘MiT’ Souza compartilhou em suas redes sociais um texto de John Crichton, ex analista da paiN a respeito da falta de evolução das equipes brasileiras nos mundiais.

A participação dos times brasileiros nos Mundiais de League Of Legends é vista sempre com más olhares pela comunidade. A falta de evolução das equipes reflete no desempenho das mesmas nas competições internacionais, onde a disparidade entre as equipes do Brasil e do exterior é vista de forma explicita e neste ano com a KaBuM não foi diferente.

Ao fim de cada mundial os questionamentos são sempre os mesmos, o que fazer pra melhorar?, será que a culpa é das equipes ou da própria Riot Games?, temos poucos campeonatos ao longo do ano?. Cada pessoa que pertence a essa comunidade tanto os pro players como os jogares casuais expõem suas opiniões muitas das vezes contrárias umas das outras ou até mesmo polêmicas.

Mas o que o mundo externo pensa da situação das equipes brasileiras?. O analista profissional de League Of Legends John Crichton que trabalhou na paiN em 2015 e também fez parte de algumas equipes da Europa expôs a sua opinião do por quê o nosso cenário não evolui, segundo o analista –

  Os times podem contratar um exército inteiro de coaches estrangeiros da Coréia/NA/EU ou de qualquer lugar que seja. Mas se não existe ética de trabalho, os resultados não vão simplesmente aparecer como mágica.
Isso é um problema coletivo no Brasil que é bem mais fundo do que parece. disse John em um trecho retirado do seu texto

A falta de disciplina e trabalho árduo das equipes brasileiras é um fator decisivo no mau desempenho dos times brasileiros no cenário internacional. John ainda completou em seu texto.

A não ser que seu time (jogadores e staff), esteja fazendo tudo isso, dando tudo pela causa, sabendo que você precisa dar 100x mais que as pessoas vindo de outras regiões. Mas caso contrário, vocês não verão sucesso.

Não vão ver times indo bem internacionalmente. Porque as pessoas estão satisfeitas em sentar na cadeira deles, receber o salário no fim do mês e passar a culpa adiante. Vocês todos tem que assumir a culpa, não só o jogador que jogou mal, não só o coach que fez um draft ruim.

Outro grande problema citado pelo analista é a falta de treino com outras equipes ( Scrims) e de planejamento. John também cita a sua experiencia na paiN em 2015 expondo alguns erros e acertos da equipe na competição.

Mas nós ganhamos jogos que nós treinamos e planejamos em grande profundidade. Cada jogada que nós fizemos naqueles jogos contra a Flash Wolves? Até as mais malucas? Saíram todas de nossas scrims. Saíram do nosso planejamento.
Os drafts (quando a gente os seguia)?

Todos eram cenários que nós já tinhamos pensado antes. Não vou dizer que seguimos todos os drafts planejados, porque os jogadores decidem na hora se eles querem jogar com algum campeão diferente para algum match up que eles já jogaram contra na solo queue ou em uma scrim. O que, na verdade, eu acho que foi parte da cagada que nós fizemos.

O analista ao finalizar o seu texto deixa uma mensagem para todos aqueles que fazem parte do cenário tanto os jogadores quanto os staffs em geral.


Então, antes de vocês começarem a acusar XYZ coach/jogador, acho que vocês deveriam pensar o que fizeram pelo cenário esse ano. O quanto você realmente trabalhou pra melhorar seu próprio desempenho, seu time e sua região.
Sejam disciplinados. Melhorem. Ou continuem se decepcionando.

O texto completo de John Crichton está disponível neste LINK. Para todos aqueles que acompanham o cenário competitivo de League Of Legends é uma leitura muito interessante que aborda pontos de suma importância para a evolução das equipes brasileiras.

Para mais notícias sobre LoL ou outros e-sports acesse nosso portal e nosso canal no youtube.

Comentar via Facebook