O League of Legends é, sem dúvidas, uma das paixões nacionais ao se tratar de E-sport.
Mas porque mesmo com tantos jogadores e investimento, os times do CBLOL não conseguem fazer frente com as grandes regiões? (LCK, LCS NA/EU, LPL).

Conversamos com o Top Laner da equipe da Kabum, Lucas “Zantins” Zanquetta, que nos passou um pouco da sua visão profissional em relação ao cenário brasileiro, comentou como foi a sua recente participação no Rift Rivals e nos falou sobre a evolução dos nossos vizinhos de LAS/LAN.

Foto Reprodução

UAILISTAR – Como foi participar do Rift Rivals? Na sua opinião, o CBLOL está muito acima das outras regiões? (LAS E LAN)

Zantins – “Foi uma experiência boa, sempre é bom jogar com times diferentes de regiões diferentes. Acho que o LAS e o LAN têm estilos de jogo bem diferentes, onde se você não for disciplinado e cair no jogo deles eles podem te vencer, então não diria que o CBLOL está muito na frente, é uma questão de qual time executa melhor seu estilo de jogo.”

Pudemos ver no Rift Rivals, que ocorreu recentemente nos estúdios da Riot Games em São Paulo, que os times das regiões LAS e LAN estão evoluindo bastante com o passar dos anos.
No nosso bate-papo, perguntei ao Zantins se a hegemonia do CBLOL estava ameaçada no cenário Latino.

UAILISTAR – Com a fusão das ligas LAS e LAN, você acha que essa hegemonia do CBLOL na região está ameaçada?

Zantins – “Com a junção do LAS e do LAN com certeza eles terão uma liga mais forte e competitiva, mas se será o suficiente pra baterem o Brasil só o tempo dirá.”

Também questionei ao toplaner da Kabum, que ultimamente vivenciou experiências internacionais no MSI e Rift Rivals, em como reverter essa experiência para o cenário brasileiro, agregando como um todo para que nosso cenário cresça.

“Os times e os jogadores precisam levar o jogo mais a sério.”

UAILISTAR – Como reverter essa experiência internacional para o crescimento do cenário nacional, pra quem sabe, um dia, almejarmos um Worlds/MSI?

Zantins – “Acredito que falte mais profissionalismo no geral.
O Brasil está atrás em todos os aspectos em relações as regiões com mais renome no cenário. Os times e os jogadores precisam levar o jogo mais a sério. Uma coisa que me intrigou foi ficar sabendo que, quando classificada pra final do MSI, a KingZone ao chegar no hotel foi “scrimar” e não tiveram sequer o final do dia de “folga”, o que geralmente acontece aqui no Brasil.
Esses tipos de atitudes/comprometimento são o diferencial pra região deles ser tão forte, e a gente já estando atrás não estando nem perto de ter a mentalidade deles fica muito difícil de alcançá-los.”

Foto – Reprodução/Riot

Ao leitor: o que vocês acham das declarações de Zantins? Concordam que o cenário brasileiro precisa de mais maturidade para ter evolução e disputar com as regiões Tier 1?

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