Uma das jogadoras inscritas no Projeto Invocadoras cometeu racismo enquanto jogava em filas ranqueadas.

Neste final de semana (16 e 17), tivemos uma parte da etapa da seletiva do Projeto Invocadoras.
A equipe vencedora da primeira etapa foi a Hamtaro vem Aí, mas uma das integrantes esteve presente nos holofotes por causa de suas atitudes. Ela cometeu racismo com um outro player.

“Vicky Gripe” foi exposta por um tweet, na qual aparece cometendo racismo em uma partida ranqueada.
A jogadora disse no chat palavras como “raça inferior” e “corzinha de merda”.

Print do chat da partida em que a jogadora comete racismo/ Foto Reprodução: Twitter.
Print do chat da partida em que a jogadora comete racismo/ Foto Reprodução: Twitter.

Repercussão do caso

Logo após o tweet, vieram as cobranças por posicionamento por parte do Projeto Sakura e do INTZ. Em sua conta oficial, o clube se pronunciou abrindo investigação e disse que -se confirmado o caso de racismo- a jogadora seria excluída.

Inclusive comentaram que este tipo de atitude não faz parte da filosofia tanto do projeto quanto da equipe.

O regulamento da primeira etapa demonstrou algumas falhas quanto à punição de jogadoras por condutas fora do jogo. Entretanto, em entrevista para a MPB eSports, uma das administradoras (Misa) do Projeto Sakura explicou o motivo das falhas. Ela diz que, boa parte do projeto, quem administra sozinha é a Moonded e por isso as brechas.

Punição

Após a investigação ser concluída, a jogadora admitiu o caso e apagou suas redes sociais após dar um depoimento.

Depoimento da jogadora após caso de racismo/ Foto Reprodução

O clube excluiu a participante do caso, mas o time não sofreu nenhuma penalidade e está apto a procurar nova jogadora para a vaga aberta. Vale ressaltar, que as atitudes racistas da jogadora não resume as opiniões das demais jogadoras e que a mesma nunca fez parte do Projeto Sakura.

A segunda seletiva ocorre nos dias 23 e 24 de março e a etapa final nos dias 30 e 31 e as inscrições para segunda etapa serão realizadas neste link.

A Constituição Federal de 1988 determina, no Art 3, que “Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”. O  Art 5 diz que “a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais”.

Portanto, casos de racismos na internet são passíveis de punições judiciais previstas na Lei do crime racial e no Art 140 do código penal.

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