Times do CBLoL desenham quadro com 2 primeiros lugares isolados, 1 último colocado e 5 times praticamente colados no resto da tabela. Até onde isso é competitividade e quando isso pode se tornar um problema?

Alguns times demonstraram, muito mais do que os outros, entrosamento e noção de competitivo. No entanto, o que acontece para essa disparidade ser tão grande com relação aos outros? Tendo pouco mais de 3 semanas para o fim da fase de pontos, apenas 2 times estão “positivos” na tabela do CBLoL.

Há algum tempo atrás ainda havia, sim, disparidade entre os times, que tinham seus principais nomes como Keyd Stars, INTZ, Pain Gaming e Kabum!. Contudo, hoje, vemos apenas duas equipes (no split passado tínhamos apenas 1) que se destacam e competem entre si pela liderança. Com isso em mente, pode-se concluir que o nível da concorrência está mais baixo do que antes, já que nenhum dos times está tão acima em níveis de gameplay para competir internacionalmente. Essa falta de termos comparativos, rivais diretos e fraquezas a serem exploradas, acabam por enfraquecer o cenário nacional, já que é muito mais difícil extrair qualquer aprendizado de fora, quando se tem pouca prática em aprender dentro do próprio país com os times CBLoL.

A falta de prática não necessariamente está ligada com incapacidade já que, não tendo termos comparativos, como então medir o nível se não no cenário internacional como scrims e campeonatos? Parte dessa experiência é certamente adquirida com os jogadores estrangeiros, que trazem uma bagagem de diferente conhecimento e outras concepções sobre o jogo, como é o caso do Flamengo com Luci e Shrimp e os ninjas com Wizer e Hiro, além de Alternative, LeChase, Whitelotus, etc.

Então mesmo com esses jogadores, por quê o cenário ainda é tão pobre e vem se igualando ao nível, por exemplo, do LAS/LAN, de quem sempre ganhamos no passado? O LAS/LAN, assim como o CBLoL, são regiões minor, ou wildcard, que devem sempre se provar e surpreender as regiões major nas competições internacionais. Picks, estratégias ou até mesmo agressividade early game são táticas comumente adotadas nos mundiais para diferenciar e testar as próprias habilidades contra os melhores do mundo. Quem não lembra do famoso Nocturne da Gigabyte Marines, do Vietnam? Para aqueles que não lembram, não conhecem ou querem matar a saudade:

Aqui um time underdog surpreendeu o mundo ao executar uma tática de power farm justo contra uma das equipes mais tradicionais do cenário mundial. Nem a FNC nem qualquer outro time conseguiria prever o que a GAM faria naquele confronto. Essa foi a marca deixada por eles, que elevou os times vietnamitas ao patamar de possíveis “problemas” para os times major em todas as competições internacionais subsequentes.

Para não alongar muito, é possível compreender, então, que o Brasil está estagnado no tempo, preso a concepções ultrapassadas de meta gaming. Não surpreendentemente, a falta de variedade dos times no CBLoL protagoniza metas que duram inumeras rodadas e, comumente, só são alterados quando um novo grande buff ou descoberta internacional é revelada. Falta um pouco mais de “brasileirismo” aos times do CBLoL. Aquele sentimento nostálgico, muitas vezes pode levar à estagnação mecânica, no entanto, não deve ser descartado já que coisas boas também são aprendidas com o passado que, principalmente, nos lembra de quem somos: Brasil “hu3hu3BRBR”!

Como você acha que o CBLoL pode inovar também? O que acha que falta para nossa competitividade voltar? Você concorda com nossa proposta sobre o Brasil dentro e fora do cenário nacional? Deixe seu comentário!

Você acompanha o CBLoL pelos canais oficiais da Riot Games e aos sábados também pelo SporTV 3.

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