Conversamos com Dyego Rathje, campeão do Nacional de 2015 e intercontinental em 2018, sobre a experiência de jogar Pokémon TCG competitivamente

Para muitas pessoas um jogo pode ir muito além de um hobbie.
O Pokémon TCG, um dos mais jogados games de cartas do mundo, conta com um cenário competitivo recheado de bons jogadores, onde o jogo mental, a intensidade nos treinos e boa leitura do “metagame” são fatores cruciais para um bom jogador conseguir se destacar.

Conversamos com Dyego Rathje, jogador competitivo de Pokémon TCG campeão do Intercontinental de 2018, que nos falou um pouco sobre a sua experiência como jogador e entusiasta do TCG.

Dyego após o título Intercontinental em 2018 – Foto Reprodução


Dyego Rathje
tem 23 anos e é estudante e monitor de Engenharia de Produção.

Começou a jogar Pokémon em 2013, e logo no primeiro campeonato nacional que disputou, conquistou seu primeiro título, em 2015.
No ano seguinte chegou novamente no Top 4.
Em 2018 Dyego conquistou seu maior título até então na carreira, ao bater Azul Garcia por 2-0 na final do Intercontinental.

 


Confira nossa entrevista, na íntegra, com o jogador:

Uailistar – Quando você começou a jogar Pokémon TCG? Qual foi seu primeiro contato com o jogo?

Dyego – “Meu primeiro contato com o jogo foi através um amigo da faculdade, que trouxe um deck um dia para faculdade, desde então, eu que sempre fui apaixonado por Pokémon comecei a pesquisar mais sobre o jogo, até conhecer a galera de BH. Desde então nunca parei.”

Uailistar – Você considera o Pokémon TCG um E-sport? (ou um esporte, considerando que ele não é digital/virtual)

Dyego – “Eu não sei definir se o Pokémon TCG é um esporte, mas para ter sucesso nele você precisa manter certas rotinas de treino e bastante foco, como também é necessário em um esporte.”

Uailistar – O que te estimulou a imergir mais no jogo e entrar no cenário competitivo?

Dyego – “Eu sempre gostei da competitividade, em tudo,  não consigo ficar só na “zoeirinha”, e com o Pokémon não foi diferente.
O competitivo do Pokémon é como uma droga: depois que vc está nele, não dá pra mais jogar “For Fun.”

Uailistar –  Qual foi o primeiro campeonato oficial que você disputou, e qual foi a sua performance no mesmo?

Dyego –  “O primeiro campeonato oficial que joguei foi um city em Belo Horizonte, não fui muito bem, fiz algo em torno de 2-2-2. Tinha aprendido a jogar há cerca de 2 semana antes desse torneio.
Meu primeiro campeonato não oficial foi um pré-release de “Legendary Treasures”. Tirei 2 Darkrai e ganhei, hahaha”

Uailistar- Qual a sua opinião sobre a comunidade de Pokémon TCG no Brasil? Os jogadores daqui têm nível para disputar competições internacionais?

Dyego – “A comunidade brasileira de Pokémon é fortíssima e com certeza os jogadores daqui são de nível internacional, porém acho que ainda falta um passo a ser dado para que a gente consiga ser mais predominante nesse cenário.”

Uailistar – Qual o deck que você mais gostou de jogar até hoje? Tem algum deck que você já se sentiu imbatível com ele?

Dyego – “É difícil dizer qual foi o deck que mais gostei de jogar até hoje, posso dizer 3? Trevenant/Gourgeist/Dusknoir , Landobats e Empoleon.
Porém é muito difícil escolher o deck que mais gostei até hoje, já que tenho um certo apego com os decks que uso. Inclusive se eu não gostar de um Pokémon, provavelmente não vou jogar com o deck focado nele. Tenho algumas supertições, e uma delas é: se vc não gosta do seu deck, ele vai te deixar na mão!
Eu me sentia imbatível jogando de “Landobats”, pois era um deck que eu tinha total controle e  sabia o que fazer em todas as partidas que tinha pela frente. Inclusive foi o deck que usei para ganhar meu título nacional em 2015.”

Uailistar – Qual foi a sensação de jogar a final de um intercontinental contra o Azul Garcia, um dos maiores nomes do Pokémon TCG internacionais?

Dyego – “Cara, jogar um final de intercontinental já é algo gigantesco. Ainda ter de na final enfrentar um jogador do nível do Azul, foi sensacional!! Eu tenho muito respeito pelos bons jogadores, não os que acham que são bons, os bons de verdade, e com certeza o Azul é um deles.
Foi uma honra jogar contra ele e não nego que fiquei super nervoso aquela partida hahaahaha!”

Uailistar- E quando você jogou aquele N pra 2 cartas, e conseguiu fazer a jogada do título, o que você pensou/o que passou na sua cabeça ?

Dyego – “Quando eu fiz a jogada que antecedeu tudo eu não imaginei que o azul iria reverter o jogo daquele jeito. Foi absurdo tudo aquilo! Porém eu não desacreditei em momento algum, e depois  ele atacou e era minha vez, muitas pessoas que estavam assistindo já consideraram que ele tinha ganhado. Mas é como eu te disse antes, confia no deck que ele te responde, foi quando eu usei o N e  só me vinha uma coisa na cabeça: vai vir! Quando escutei as pessoas gritando Lycanroc, eu sabia que ele iria vir, a “genkidama” já estava feita! Hahahaha!
Foi quando virei ele e então não consegui pensar em mais nada, um sentimento indescritível!”

Confira a jogada:

Add do redator: MEU DEUS ESSE MOMENTO É INCRÍVEL! Já vi várias vezes e até hoje fico de cara com a jogada! hahahaha deu bom DEMAIS!

Uailistar – Quais dicas você tem para um jogador iniciante que quer se destacar no cenário competitivo? O que ele deve fazer para atingir o alto nível dos grandes campeões?

Dyego – “O meu maior conselho para qualquer pessoa que está começando a jogar hoje é: treine, dedique-se e não desista! Não deixe ninguém falar que você não vai conseguir ser um grande jogador, treine e aprenda cada dia mais que sua hora vai chegar. Todo treino tem uma recompensa, nunca pense que a pessoa que vc está enfrentando é melhor ou pior do que você no jogo, ela tem 60 cartas também, então jogue o seu melhor e sem tremer para o oponente.”

Uailistar – Obrigado pela entrevista, e por favor deixe suas considerações finais, abrações, enfim, o espaço é seu! Valeu Dyego, sucesso em sua carreira!

Dyego – “Queria agradecer pelo convite, foi um prazer contar pra vocês um pouco da minha história. Queria mandar um grande abraço pra galera da CWG (Celestial Wolves Gamming) que eh o time onde faço parte, para pessoas que sempre torcem por mim e que sempre acreditaram no meu potencial e principalmente para minha família de Minas, a comunidade TCMG. Eu amo vocês galera! ❤✌”

Dyego Campeão, Azul Garcia em 2° lugar (Intercontinental 2018) – Foto Reprodução


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